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2026

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Site de uma plataforma de cibersegurança

Site de uma página para uma plataforma de detecção e resposta a ameaças. Um único campo de dez mil partículas conduz a página inteira: conforme o leitor rola, ele vira um vírus, uma ampulheta, um olho e um escudo, e a história do ataque é contada por formas, não por fotos de banco de imagens.

A tarefa

Um produto de segurança é difícil de mostrar. Não há o que fotografar, as capturas de tela são painéis iguais aos de todo mundo e as palavras da página são as mesmas de qualquer concorrente. Um site assim é lido como um folheto e fechado.

Por isso a página foi construída em volta de uma coisa que se move, e ela conta a história de um ataque: algo entra, o tempo passa sem que ninguém perceba, o intruso é encontrado, o intruso é contido. Quatro formas, quatro telas, sem legendas explicando.

A mecânica do campo de partículas veio de um site que desmontamos e refizemos com o nosso próprio código — apenas as fórmulas da simulação. O tema, as formas, a paleta, os textos e a interação são nossos.

O que construímos

Uma cena conduz a página inteira

Dez mil partículas vivem em um único campo. Cada uma é o contorno de um cubo, não um ponto, então a figura formada por elas se lê como um corpo com frente e fundo e continua legível quando gira.

O único controle é a rolagem. A página anda, as partículas voam para o próximo alvo e a forma se remonta na frente do leitor. Não há vídeo nem sequência de imagens, então a página não pode ser pega entre dois quadros e nunca roda igual duas vezes.

A primeira tela: o título à esquerda e, à direita, um vírus montado com partículas azuis.

O problema é um número, e o número tem fonte

Duas semanas é quanto tempo um invasor fica dentro da rede antes de alguém perceber. Esse número sozinho sustenta todo o bloco do problema: aparece grande, em uma tela só dele, com o ano e o relatório de onde veio impressos logo abaixo, e não apenas afirmados.

Ao lado, as partículas formam uma ampulheta, e um grão da areia que cai é vermelho. É a mesma partícula vermelha que atravessa as quatro formas — o evento que ninguém olhou ainda.

A tela do problema: à esquerda uma ampulheta de partículas, à direita o número de catorze dias e a sua fonte.

A detecção é algo que o leitor faz com o cursor

Um contador no canto conta eventos desde o segundo em que a página abre, e a linha ao lado diz que um deles não pertence ali. O intruso é uma única partícula vermelha entre dez mil.

Aproxime o cursor e o campo se abre em volta dele. Clique e a página responde com a frase que vende o produto: isolado em 3,8 segundos. O que a seção afirma em palavras, o leitor já fez com a própria mão.

Nessa altura a forma virou um olho, e a partícula vermelha está na pupila.

A tela de detecção: à esquerda o título, à direita um olho de partículas com uma partícula vermelha na pupila.

A resposta é um escudo, e a página termina nele

A última forma é um escudo em três quartos, com aro, nervura e espessura própria, então ele se lê como um objeto e não como um ícone. O botão fica de frente para ele, na tela em que o leitor acabou de ver a ameaça ser trancada.

Todas as formas aqui são volumétricas de propósito. Entre as telas o campo gira e se desfaz, e uma imagem plana viraria uma linha assim que ficasse de perfil — a primeira versão do olho foi descartada exatamente por isso.

A tela de resposta: à esquerda a forma em pleno giro, uma nuvem densa de partículas, à direita o título, o parágrafo e o botão.

A página diz o que é e quem a fez

A Nocta é inventada. É um trabalho de portfólio, não um cliente, e o rodapé diz isso em uma linha em vez de deixar o leitor deduzir. Na mesma linha está a assinatura do estúdio.

Abaixo do escudo há um bloco escrito na nossa própria voz: cada tela aqui foi desenhada, medida e animada à mão, e a sua pode ser feita do mesmo jeito. Ele termina com um botão de WhatsApp, e um segundo botão flutua no canto de todas as telas.

O botão flutuante se abre sozinho depois de dez segundos, cumprimenta no idioma do navegador — inglês, russo ou português — e, uma vez fechado, não volta a abrir durante a visita.

A última tela: à esquerda o escudo, à direita o bloco sobre o estúdio com o botão de WhatsApp e, embaixo, a linha do rodapé.

Por dentro do projeto

A página inteira é escrita à mão e conferida por medição. Veja o que os números dizem sobre velocidade, cena, celular e peso do arquivo.

Partículas e cena

  • Dez mil partículas em uma malha

    O campo é uma única malha instanciada: dez mil contornos de cubo desenhados a partir de uma geometria só, mais uma segunda camada de partículas maiores à frente.

  • As formas são calculadas antes de publicar a página

    Calcular onde ficam dez mil pontos em quatro formas leva cerca de quarenta segundos, e no começo o navegador fazia isso a cada visita — meio minuto de espera.

  • O celular é uma engenharia à parte

    No primeiro celular de verdade que testamos, o campo simplesmente não existia.

Velocidade e qualidade

  • 93 de velocidade numa página com cena 3D

    O Lighthouse mede a versão de desktop em 93 de desempenho: a primeira tela é pintada em 1,1 segundo, o tempo de bloqueio é de 10 milissegundos e o deslocamento de layout é 0,003.

  • 95 de acessibilidade, 96 de boas práticas

    O Lighthouse dá 95 de acessibilidade e 96 de boas práticas.

  • Um arquivo e uma requisição para fora

    O site é um único arquivo HTML de 848 KB com o motor 3D, os shaders, as formas e os estilos dentro dele. Abrir a página no ar

Honestidade

  • O número da página tem fonte

    As duas semanas que um invasor passa dentro da rede não são um número inventado para o layout: é a mediana global do relatório Mandiant M-Trends 2026, e a fonte está impressa embaixo do número.

  • A demonstração diz que é uma demonstração

    A Nocta é uma marca que inventamos para o portfólio, e o rodapé diz isso com todas as letras ao lado da assinatura do estúdio.

No celular

O site no celular: o vírus de partículas na metade de cima da tela e, abaixo, o título, o parágrafo e o botão.
O site no celular: o vírus de partículas na metade de cima da tela e, abaixo, o título, o parágrafo e o botão.

O que saiu disso

  • Dez mil partículas seguram 61 quadros por segundo em um desktop.
  • Lighthouse no desktop: 93 de velocidade, 95 de acessibilidade, 96 de boas práticas.
  • A primeira tela aparece em 1,1 segundo, e o deslocamento de layout é 0,003.
  • O site inteiro é um arquivo: página, motor e formas juntos.

A página prova o produto do único jeito que um produto de segurança pode ser provado em um site: o leitor encontra sozinho o evento que não pertence ali, entre dez mil, e vê ele ser trancado. Todo o resto da página — o número, a fonte, a oferta — fica em volta desse minuto.

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Perguntas sobre o projeto

  • Isso foi medido, não estimado: o Lighthouse dá 93 de velocidade à versão de desktop, a primeira tela aparece em 1,1 segundo e o tempo de bloqueio é de 10 milissegundos. A parte pesada roda na placa de vídeo, e os dez mil pontos de cada forma são calculados uma vez antes da publicação e descompactados em 6 milissegundos quando a página abre.

  • Sim, e o celular tem a própria aritmética. O campo cai para sete mil partículas, a simulação é escrita em meia precisão porque os chips gráficos móveis não conseguem desenhar nas texturas de precisão total, e a página mede onde começa o texto de cada tela para encaixar a forma no espaço acima dele.

  • Sim. As formas aqui são dados, não desenhos embutidos no código: um novo conjunto de quatro formas é um novo conjunto de pontos, e a história que elas contam é escrita para o que o produto de fato faz. A paleta, os textos e a interação mudam do mesmo jeito.

  • Páginas desse tipo partem do plano Landing page, e a página de preços mostra o valor atual. O que mexe nesse valor é a quantidade de formas, quanto do texto é escrito aqui e se a página precisa falar mais de um idioma.

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